domingo, 26 de julho de 2020
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Dia das avós
sábado, 16 de maio de 2020
Lockdown
3 anos!
quarta-feira, 15 de abril de 2020
Quase 3!!
11 meses
1 e 11
quinta-feira, 9 de abril de 2020
10 meses. Meu milagre
9 de abril de 2018
domingo, 15 de março de 2020
Hoje você faz 2 anos e 10 meses!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
Nossas noites
Três meses de Maria em nossas vidas
Bebezinho maravilhoso!
Hoje faz 3 meses que você chegou aqui nessa família de vez mas essa história começou muito antes.
Eu adorava quando sua vovó me contava histórias de quando eu era pequena e não vejo a hora de te contar a tua história.
Fico imaginando você, cabeça apoiada no meu colo enquanto eu acaricio seus cabelos e conto como você chegou nesse mundo.
Você já estava na minha barriga há longas 40 semanas e não parecia querer nascer tão cedo.
Nada de dores, nada de contração, nenhum sinal.
Na madrugada que marcou o final da quadragésima semana eu acordei estranha às 3 da madrugada.
Achei melhor tomar um banho apesar do frio que fazia. Às 5 da manhã senti uma dor muito forte mas pensei: alarme falso. Vou dormir. Nem acordei o papai.
Às sete horas você já estava ficando impaciente. Papai acordou e resolveu me chamar bem no meio de uma contração. Logo percebeu que era para valer. Você estava chegando!!!
Ele fez café para mim mas não consegui comer muito. As contrações começaram a vir muito fortes e decidimos ligar para a Amanda.
Queríamos aguardar em casa bem tranquilos mas você parecia ter pressa. Fiquei com medo de você chegar no caminho para o hospital e decidimos ir logo.
Chegamos lá tinha um time de umas dez barrigudinhas na sala de espera, aguardando para conhecer a maternidade. Elas ficaram um tanto assustadas comigo. As duas que aguardavam atendimento resolveram me deixar passar na frente e fomos atendidas.
A médica que nos atendeu parecia estar de mal com a vida e fez durar cosas que me deixaram nervosa. Mas eu ia receber você, estava feliz.
Aguardamos nosso quarto na recepção e eu aproveitei para assustar as barrigudinhas mais um pouco. Foi involuntário. A dor era forte demais. Pensei se realmente aguentaria até você chegar.
Fomos para o quarto nós quatro. Eu, você, papai e a Amanda, que ia ajudar a gente para você nascer.
Pedi para chamarem a vovó porque eu precisava de colo. Mas inventei que só precisava de frutas mesmo. Ela chegou e fez massagem na mamãe e foi muito bom. Ficamos juntinhas no banho quente, na bola de pilates e no sofá. Cada pouco o doutor Álvaro vinha ver como você estava.
As dores começaram a ficar fortes demais e pedi ajuda. Fazia sete horas que estávamos no hospital e estava difícil controlar a ansiedade para te ver logo.
Resolvi tomar um remedinho para a dor passar.
Quando a dor passou relaxamos e eu fiquei ali curtindo os últimos momentos com você dentro de mim.
Mas daí você começou a dar sinais de cansaço. Precisava sair e rápido. Fiquei assustada e precisei ajudar você a vir. Deus me deu forças e conseguimos. Você nasceu muito rápido depois de 16 horas e 17 minutos de trabalho de parto. Veio do seu jeitinho, sem chorar e foi colocada no meu colo.
O susto por você não chorar não me permitiu ver você direito. O médico levou você de mim mas logo você veio, linda, no colo do papai.
E assim você chegou, trazendo um pouco de agito depois de uma gravidez muito tranquila.
Foram 3 anos de espera. 2 resultados positivos. A perda do seu irmãozinho e finalmente ali estava você, nosso sonho concretizado em 54 centímetros e 3,950 kg.
Às vezes olho sua mãozinha apoiada em meu seio enquanto mama e quase não acredito na perfeição da natureza. O amor que une a mim e seu pai gerou um novo ser, perfeito, calmo, faminto, divertido, risonho. Uma menininha abençoada, linda, amada e que rouba meu fôlego a cada risadinha.
Nesses três meses nos acostumamos uma a outra. Passamos a conhecer cada pedacinho da outra... Aprendemos com a amamentação, esse elo tão poderoso que nos une de uma forma absolutamente arrebatadora mas que foi tão difícil no início...
Eu e seu pai aprendemos a reconhecer cada dorzinha, nos divertir a cada sorriso seu, conhecer a rotina que seu corpinho em formação precisa.
Você nos encanta e nos faz felizes.
Esses foram os 3 meses mais transformadores de nossas vidas e estamos ansiosos pelas novas alegrias e surpresas que o futuro com você nos reserva.
Te amamos querida Maria Clara.
Que Deus abençoe cada passo do seu caminho.
Um beijo
Papai e mamãe
Papai querido
Hoje estava pensando na sorte que eu e minha família temos. Desde o nascimento da Maria pudemos estar juntos, os 3. Ainda que em condições não ideais, o Marcos pôde trazer o trabalho dele para junto de nós e acompanhar o crescimento da nossa filha dia a dia. Ele tem o privilégio de estar presente junto comigo em cada sorrisinho, cada choro, cada conquista, cada consulta médica, cada banho...
A sociedade tem até alguma empatia com a mulher que volta ao trabalho e minimamente compreende sua tristeza em deixar seu pequeno bebê aos cuidados de estranhos em uma creche, ou na casa de algum parente.
Mas ao pai que precisa voltar ao trabalho em 2 dias não cabe o sofrimento. Não seria "másculo".
Não acho que exista uma solução simples. Trabalhar é preciso afinal as contas chegam e a economia nem sempre suporta um afastamento significativo da produção.
Sofregamente o pai faz o seu papel. Não tendo direito a uma licença remunerada para curtir o serzinho que acaba de nascer, ele se enche de coragem e toma seu rumo, deixando em casa boa parte do seu coração.
Mas eu fico imaginando o quanto isso é difícil. O quanto é corajoso.
Às vezes me pego observando o Marcos trabalhando e admiro sua capacidade de se entregar ao trabalho mesmo estando no mesmo ambiente do bebê gorducho que ele tanto ama.
Imagino que, ainda que ele seja muito abençoado por poder estar ali, muitas e muitas vezes ele adoraria parar tudo, no meio do caos, cheio de compromissos, só para admirar as fofurices de sua pequena.
Mas ele espera pacientemente até o banho ou a próxima troca de fralda quando, aí sim, permite-se fazer o que queria ter feito a tarde toda, arrancar sorrisos e gargalhadas da fofucha enchendo sua barriguinha de beijos.
É a melhor hora. Momento em que me apaixono um pouco mais pelos dois. Faço questão de deixar eles curtirem um ao outro enquanto eu observo, admiro e curto o amor.
Mãe erra?
Uma vez por semana eu e o Marcos fazemos a leitura e reflexão do Evangelho Segundo o Espiritismo. Hoje, conversando depois da leitura lembrei de uma moça que, num grupo de mães no Facebook, dizia alimentar seu bebê de 3 ou 4 meses com leite ninho e aveia, formando um mingau.
Cheia de culpa, ela questionava se estava fazendo certo. Foi, claro, duramente julgada.
Eu, munida de minhas profundas pesquisas realizadas no sr Google nos últimos meses estava me preparando para engrossar o coro e condenar a prática, destacando as recomendações da OMS, declamando todo o arsenal de prós da amamentação exclusiva quando ela, humildemente, explicou que aquela era a melhor maneira que havia encontrado para não ver seu bebê chorando de fome já que não tinha dinheiro para comprar leite artificial e mesmo o leite em pó era caríssimo para seu orçamento. Era, portanto, o melhor que ela podia fazer. E fazia com muita dificuldade, cheia de culpa.
Na mesma hora mudei o tom e escrevi para ela um texto cheio de carinho.
Hoje comentamos como somos abençoados por termos acesso à informação, apoio de bons profissionais e capacidade de fazer mais do que o mínimo pela Maria. Mesmo assim isso não nos impede de errar, e muito.
Como disse o Marcos, só não erramos mais porque a gente dorme algumas horas.
Na maternidade então somos sempre falhas. Estou certa disso. Mas também tenho a certeza de que somos a melhor mãe possível para os bebês que nos são confiados por Deus.
Vejo por mim. Tudo o que fizemos foi pensando no melhor para a Maria, mesmo que para nós fosse o caminho mais difícil.
Optamos pelo parto normal por ser mais seguro para ela. Eu sabia que para mim e para ele seria mais difícil. Que eu sentiria muita dor e o Marcos talvez sofresse por me ver com tanta dor. Em compensação ela viria ao mundo da maneira mais natural, segura e carinhosa possível. Mas o parto foi difícil e ela sofreu um pouco. Erramos? Não. Fizemos o nosso melhor.
Optamos pela amamentação exclusiva até os 6 meses. Isso traz várias consequências. Nossa vida social vai pras cucuias, Maria não pode ser deixada aos cuidados de ninguém porque não mama na mamadeira, não posso me dedicar ao trabalho ainda e vivo com ela pendurada no peito, criando "com apego". Ela não dorme no berço e fica muito pouco fora do meu colo. Erramos? Talvez. Mas neste momento não deixar minha filha chorando e alimenta-la com o melhor alimento do mundo para um ser da idade dela é minha prioridade, logo acredito que mesmo sendo exaustivo para mim e para o Marcos, este é o melhor que podemos fazer.
Vamos errar e acertar muitas e muitas vezes ainda. Mas tenho certeza de que por trás de cada decisão estará um único desejo: fazer o nosso melhor.
É só o que nos importa.
Ver nossa querida filha tendo de nós o que podemos lhe dar de mais precioso: nosso melhor, nosso amor, nossa dedicação.
4 meses
4 meses!
Hoje comemoramos quatro meses juntos. Quatro meses que nossas vidas ganharam mais cor, mais alegria...
Há quatro meses você era um neném grandão e molinho que passava 24 horas mamando. Meu pequeno piercing de mamilo, tão frágil e tão forte. Enfrentou com paciência e tranquilidade um período difícil, de dor e tosse carregada que quase nos tirava o fôlego. Lembro que quando eu me desesperava olhava para você e ganhava um sorriso que me trazia segurança. Era você, um bebê de 45 dias, que conseguia fazer a tribulação dispersar.
Nestes quatro meses estamos nos conhecendo dia a dia.
Desde sempre você demonstrava ser calma, amorosa, tranquila, faminta, um tanto impaciente com a fome e muito feliz.
Estas características vão ficando cada vez mais claras, mais nítidas.
No convívio diário vamos descobrindo cada vez mais seu jeitinho apaixonante.
Você é um espírito iluminado e agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade de fazer parte de sua existência.
Obrigada por ter nos escolhido filha amada.
Que Deus te abençoe e guie seus passos. Que sua jornada seja sempre de amor e felicidade e que possamos acompanhar e vibrar sempre com suas conquistas e alegrias.
Te amamos, pequena.
Minha pecinha
Desde que você nasceu eu dizia que a maternidade havia quebrado em mim uma peça. Desde que meus olhos encontraram os teus nunca mais consegui ver as mazelas do mundo sem sentir meu coração despedaçar. Imaginar uma criança com fome, um idoso com frio, um pai sem trabalho, uma marcos sem seu filho, tudo dói na minha pele de uma forma sem igual.
Quando falava sobre isso eu dizia que toda mãe deve ter essa pecinha quebrada e que eu achava que ela nunca mais seria consertada.
Hoje, repensando o tema, percebi que muitas pessoas compartilham deste mesmo sentimento... uma delas é minha própria mãe. Fiquei tentando entender porque para mim é tão difícil conviver com a dor sem agir e imaginei que não foi uma peça que quebrou em mim. Pelo contrário. A maternidade não quebrou nada em meu espírito, ela consertou definitivamente uma peça importante... a HUMANIDADE, que faz com que tenhamos mais empatia com o próximo, seja ele quem for. Faz com que no nosso coração vibre a vontade genuína de minorar sofrimento, ampliar a felicidade e espalhar amor.
Você me trouxe amor, vida e felicidade, filhinha.
Sete meses!
Hoje faz sete meses que tenho meu sonho realizado, sorrindo e se desenvolvendo ao meu lado. Você foi tão esperada, minha pequena. Tão desejada, sonhada, amada antes mesmo de existir. Desenhei na minha mente e no meu coração cada curvinha do seu ser mas Deus me surpreendeu e me entregou algo muito mais especial. Uma menina carinhosa, feliz, contagiante, inteligente, querida e que dá os melhores beijos babados no nariz. Você me fez conhecer um amor que não pode ser traduzido em palavras. Quando minha mãe dizia que eu só saberia o que era amor quando fosse mãe eu achava balela. Mordi a língua. É um amor tão maravilhoso que chega a doer o peito. Só tenho a agradecer por você. Tudo valeu a pena. Tudo.
Eu te amo profundamente meu bebê.
Obrigada por me dar o presente de me escolher como mãe.