quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Minha pecinha

Desde que você nasceu eu dizia que  a maternidade havia quebrado em mim uma peça. Desde que meus olhos encontraram os teus nunca mais consegui ver as mazelas do mundo sem sentir meu coração despedaçar. Imaginar uma criança com fome, um idoso com frio, um pai sem trabalho, uma marcos sem seu filho, tudo dói na minha pele de uma forma sem igual.
Quando falava sobre isso eu dizia que toda mãe deve ter essa pecinha quebrada e que eu achava que ela nunca mais seria consertada.
Hoje, repensando o tema, percebi que muitas pessoas compartilham deste mesmo sentimento... uma delas é minha própria mãe.  Fiquei tentando entender porque para mim é tão difícil conviver com a dor sem agir e imaginei que não foi uma peça que quebrou em mim. Pelo contrário. A maternidade não quebrou nada em meu espírito, ela consertou definitivamente uma peça importante... a HUMANIDADE, que faz com que tenhamos mais empatia com o próximo, seja ele quem for. Faz com que no nosso coração vibre a vontade genuína de minorar sofrimento, ampliar a felicidade e espalhar amor.
Você me trouxe amor, vida e felicidade, filhinha.

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